Site icon Ango Emprego

Angola continua Fora do Top 10 das Melhores Universidades Africanas em 2025

Universidades Angolanas Ficam Fora do Top 10 Africano no Ranking QS 2025

Por Nunes Hebo
Data: Junho de 2025

Apesar dos avanços no sector da educação superior, Angola continua fora do top 10 das melhores universidades africanas, segundo o mais recente relatório do QS World University Rankings 2025. O estudo avaliou mais de 1.500 instituições de ensino superior a nível mundial, das quais apenas 36 são africanas, e nenhuma angolana foi destacada entre as melhores do continente.

África do Sul e Egipto Lideram Ranking Africano

A Universidade da Cidade do Cabo, na África do Sul, lidera o cenário africano e aparece na 150.ª posição global. O país sul-africano posiciona seis universidades no top 10 africano, seguido pelo Egipto com três instituições. A Universidade de Witwatersrand (291.ª posição global) e a Universidade de Stellenbosch (302.ª) também reforçam o domínio sul-africano.

O único país lusófono da lista, Moçambique, também não foi mencionado, deixando o mundo lusófono africano fora do destaque académico em 2025.

Como São Avaliadas as Universidades?

O ranking QS baseia-se em três grandes pilares:

Estes critérios ajudam a medir não só a excelência académica, mas também a relevância prática dos cursos e o impacto da universidade na sociedade.

No Palco Mundial: MIT no Topo pelo 13.º Ano

A nível global, o ranking continua a ser liderado pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), pelo 13.º ano consecutivo. Em seguida estão:

  1. Imperial College London (2.º)
  2. Universidade de Oxford (3.º)
  3. Universidade de Harvard (4.º)
  4. Universidade de Cambridge (5.º)

Estes resultados reforçam o domínio dos países anglófonos no ensino superior de excelência.

📌 Reflexão e Desafio para Angola

A ausência de instituições angolanas entre as melhores de África levanta questionamentos sobre os investimentos, políticas de qualidade e internacionalização das universidades no país. Especialistas defendem que é necessário reforçar a produção científica, melhorar a infraestrutura académica e estreitar a relação entre universidades e o setor produtivo.

A internacionalização do ensino superior angolano e o incentivo à inovação científica podem ser os próximos passos para mudar este cenário nos rankings futuros.

Exit mobile version