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Brasil vai disponibilizar mais de 1.200 vagas de formação para profissionais angolanos da saúde

Mais de 1.200 angolanos terão acesso a formação no Brasil na área da saúde

O Governo do Brasil vai disponibilizar mais de 1.200 vagas de formação para profissionais angolanos da área da saúde ainda este ano, no âmbito da cooperação técnica entre Angola e Brasil.

O anúncio foi feito em Luanda, durante a cerimónia de assinatura do acordo de cooperação para o fortalecimento da saúde materna e infantil, envolvendo os dois países.

Segundo a embaixadora do Brasil em Angola, Eugénia Barthelmess, as vagas serão disponibilizadas em 45 instituições de ensino superior brasileiras e fazem parte do Programa de Formação de Recursos Humanos em Saúde, desenvolvido desde 2023.

Desde a sua implementação, o programa já permitiu a formação de cerca de 330 profissionais angolanos, principalmente no Brasil, reforçando a capacidade técnica do sector da saúde em Angola.

A iniciativa resulta de uma parceria trilateral entre o Governo de Angola, o Governo do Brasil — através da Agência Brasileira de Cooperação (ABC) — e o Fundo das Nações Unidas para a População (FNUAP).

Foco na redução da mortalidade materna e infantil

O projecto tem como principal objectivo reduzir os índices de mortalidade materna, infantil e fetal, através do reforço dos sistemas de vigilância em saúde, melhoria da tomada de decisões clínicas e qualificação contínua dos cuidados prestados às mulheres grávidas e recém-nascidos.

No âmbito desta cooperação, Angola também implementou o Instituto Angolano de Controlo do Cancro, que já permitiu a formação de 40 profissionais angolanos, além de outros 43 capacitados através do ensino à distância.

Angola regista avanços na saúde materno-infantil

De acordo com dados do Inquérito de Indicadores Múltiplos de Saúde (IIMS), apresentados pelo representante do FNUAP em Angola, Rinko Kinoshita, o país registou progressos significativos nos últimos anos.

A taxa de mortalidade materno-infantil reduziu de 239 para 170 mortes por cada 100 mil nados-vivos, no período entre 2015 e 2023.

Apesar dos avanços, o responsável reforçou a necessidade de acelerar os esforços para atingir a meta dos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), que prevê reduzir o número para 60 óbitos por cada 100 mil nados-vivos até 2030.

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