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Angola regista redução do VIH

Angola regista uma redução de 26 para 15 por cento na taxa de transmissão de VIH de mãe para filho, de 2018 a 2021, um ganho causado pelo comprometimento do Estado, profissionais de saúde, sociedade civil e parceiros, avançou, esta terça feira, em Luanda, a infectologista e assessora técnica do Instituto Nacional da Luta contra a Sida.

Cláudia Barros, que falava durante a cerimónia de abertura das actividades alusivas ao Dia Mundial de Luta contra o VIH/Sida, que se assinala no próximo dia 1, acrescentou que a campanha “Nascer livre para brilhar”, liderada pela Primeira-Dama da República, Ana Dias Lourenço, está a contribuir significativamente para a redução da taxa de transmissão do vírus de gestantes para os bebés.

Deu a conhecer que a seroprevalência do VIH no país é de dois por cento, entre pessoas dos 25 aos 49 anos, de acordo com estudos realizados entre 2015 e 2016, sendo as mulheres o grupo com o maior índice de seroprevalência, com 2,6% e os homens 1,2%.

As províncias que fazem fronteira com a Zâmbia e a Namíbia são as que têm índices de seroprevalências mais altas.

O director-geral adjunto do Instituto Nacional de Luta Contra a SIDA para os assuntos executivos, José Carlos Van-Dúnem, disse que estão programadas várias actividades de sensibilização, com o apoio de parceiros, no âmbito da prevenção, bem como campanhas de testagem.

Para o director, a discriminação é um factor que contribui para a desistência e a não adesão de muitos pacientes ao tratamento, o que faz com que haja maior proliferação do vírus.

“Para nós, o estigma e a discriminação são combates de todos os dias, de forma que que as pessoas assumam o seu estado serológico, devendo evitar transmitir a doença”, destacou.

O responsável avançou que o instituto controla 320 mil pacientes, salientando não haver falta de retrovirais.

José Carlos Van-Dúnem explicou que os retrovirais têm tempo de expiração, cerca de três a seis meses, devendo a sua importação ser feita dentro de um tempo limite, tendo em conta o número de pacientes.

“Pode haver um certo atraso, por questões de transporte e a nossa logística ficar reduzida”, disse.

Sobre a efeméride, realçou que o mundo está longe de alcançar o compromisso de acabar com a Sida até 2030, não por falta de conhecimentos ou ferramentas, mas por causa das desigualdades económicas, sociais, culturais e jurídicas, que limitam as soluções comprovadas para a prevenção e tratamento do VIH.

“Esta situação atinge as comunidades mais pobres e mais vulneráveis de forma dura, intensificando os desafios enfrentados pelas pessoas que vivem com o VIH e grupos marginalizados”.

Segundo José Carlos Van-Dúnem, o lema para as comemorações alusivas ao Dia Mundial da Sida, para este ano, proposto pela ONUSIDA e adaptado por outros países, reitera a necessidade de se acabar com as desigualdades na luta contra a doença. Defendeu a necessidade de se unir esforços para acabar com as desigualdades, trabalhar mais para garantir que a saúde seja fortalecida, o acesso à saúde seja garantido, os direitos das mulheres e meninas e a igualdade de género estejam no centro das atenções e os direitos humanos sejam respeitados.

Fonte: Jornal de Angola

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