Cuanza-Sul, Angola – A semana começou tensa no setor da educação, com professores dos municípios de Quilenda, Conda e Condé, na província do Cuanza-Sul, a paralisarem as suas atividades em protesto pelo pagamento do retroactivo do subsídio de isolamento. A paralisação, iniciada na terça-feira, 21 de Maio, está prevista para durar até o dia 25, com possibilidade de ser prolongada durante as próximas provas escolares, caso não haja uma solução.
O que é o Subsídio de Isolamento?
O subsídio de isolamento é um apoio financeiro atribuído a funcionários públicos — incluindo professores — que exercem funções em localidades consideradas remotas, com condições difíceis de acesso e pouca infraestrutura. Este subsídio visa compensar os desafios e sacrifícios associados ao trabalho em zonas isoladas.
Além do subsídio de isolamento, os professores também têm direito a outros benefícios como o subsídio de instalação e o subsídio de renda, que visam apoiar a fixação e a manutenção dos profissionais em regiões fora dos grandes centros urbanos.
Professores Decidem Paralisar
Apesar de o subsídio estar legalmente previsto e muitos docentes já o receberem, os professores grevistas alegam que os pagamentos não foram feitos de forma retroactiva, o que motivou a paralisação. Segundo relatos, esta não é a primeira manifestação do género na província — já em Janeiro deste ano, houve uma greve com as mesmas reivindicações.
O protesto actual foi organizado independentemente do SINPROF (Sindicato Nacional dos Professores Angolanos), que lamentou ter sido colocado de lado. Ainda assim, reconheceu a legitimidade das preocupações dos professores, embora tenha criticado a forma como a paralisação foi conduzida.
Governo Provincial Surpreso
Em declarações ao jornal O País, o delegado provincial da educação, José Eduardo, mostrou-se surpreendido com a paralisação. Segundo ele, o pagamento do subsídio de isolamento já está a ser feito regularmente, e os docentes também já beneficiaram dos subsídios de instalação e de renda.
Eduardo acrescentou ainda que o problema do retroactivo não é exclusivo dos professores, afetando igualmente outros sectores da função pública. “É uma questão que transcende as competências da delegação provincial”, esclareceu o responsável.
O Que Vem a Seguir?
Com a aproximação do período de provas escolares, cresce a tensão entre os professores e as autoridades. A ameaça de uma nova greve poderá comprometer o calendário escolar e afetar milhares de alunos nas zonas abrangidas.
Enquanto isso, o que se exige é mais diálogo e clareza por parte do Ministério da Educação, no sentido de garantir que os direitos dos professores sejam respeitados e que as aulas decorram com normalidade, especialmente em zonas do interior onde os desafios logísticos são maiores.
Redação Ango Emprego
📅 Actualizado em: 23 de Maio de 2025
📌 Fique atento ao AngoEmprego.com para mais notícias sobre o sector da Educação e Oportunidades em Angola.
- INSCREVA-SE no Canal Ango Emprego recebea Dicas e Novidades no Youtube CLIQUE AQUI
- SIGA-NOS no WHATSAPP para receber novidades rápidas CLIQUE AQUI
- RECEBA mais VAGAS no nosso TELEGRAM: https://t.me/angoemprego
- SIGA-NOS NO FACEBOOK E RECEBA MAIS VAGAS – CLIQUE AQUI
- Concursos Público em Angola 2025 – Guia de Inscrição
