Petrolífera Shell retoma operações em Angola e impulsiona investimentos e empregos no setor petrolífero
Luanda, 4 de novembro de 2025 – Angola deu um passo estratégico para fortalecer o seu setor petrolífero com a assinatura de um Acordo de Negociações Exclusivas entre a Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANPG) e a petrolífera Shell. O acordo prevê a prospecção dos blocos 19, 34, 35 e 14, localizados em águas ultraprofundas, consolidando a meta do Executivo de manter a produção nacional acima de um milhão de barris por dia nos próximos anos.
O evento contou com a presença do ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, Diamantino Azevedo, do presidente do Conselho de Administração da ANPG, Paulino Jerónimo, do vice-presidente executivo da Shell, Eugene Okpere, da diretora-geral da Equinor, Ane Ellefsen Aubert, e do Presidente da Comissão Executiva da Sonangol Exploração e Produção, Ricardo Van-Deste. A cerimônia marcou a formalização de um memorando de entendimento assinado em novembro de 2024.
Segundo Diamantino Azevedo, a parceria estratégica entre a ANPG e o consórcio formado pela Shell, Equinor e Sonangol contribuirá significativamente para a captação de receitas fiscais e investimentos de alto valor, além de gerar empregos e qualificar a mão de obra nacional. “Os projetos envolvidos permitirão o acesso à tecnologia de ponta e consolidarão o conteúdo local, em prol da diversificação da economia”, afirmou o ministro.
O vice-presidente da Shell, Eugene Okpere, destacou que a companhia retorna a Angola após 20 anos de ausência, motivada pelo enorme potencial petrolífero do país. “É com grande agrado que regressamos, certos de que a parceria trará benefícios expressivos à economia nacional e resultará na descoberta de importantes reservas de petróleo e gás”, afirmou.
Os investimentos destinados à prospecção dos blocos 19, 34, 35 e 14 estão avaliados em cerca de 1 bilhão de dólares, abrangendo processamento sísmico, aquisição sísmica e perfuração de poços. Paulino Jerónimo reforçou que a ANPG continuará a criar condições transparentes, estáveis e atrativas para investidores, destacando a importância de manter Angola como um destino competitivo no setor de hidrocarbonetos.
Além da retomada das operações da Shell, o ministro Diamantino Azevedo ressaltou que a estratégia de produção incremental e a atribuição de novos blocos visam não apenas manter a produção atual, mas também fomentar novas descobertas, impulsionando investimentos, empregos e crescimento econômico sustentável.
Este movimento reafirma Angola como um destino seguro e promissor para investimentos petrolíferos, enquanto gera oportunidades de trabalho qualificado, moderniza a infraestrutura do setor e fortalece a economia nacional a longo prazo.
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