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MAPTSS Lança Programa para Certificar Competências Profissionais Adquiridas ao Longo da Vida

MAPTSS Lança Programa para Certificar Competências Profissionais Adquiridas ao Longo da Vida

O Ministério da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social (MAPTSS) lançou, esta terça-feira, em Luanda, o programa de Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências (RVCC), uma iniciativa que permitirá reconhecer oficialmente conhecimentos, aptidões e experiências adquiridas pelos cidadãos ao longo da vida, incluindo no trabalho informal e na experiência profissional do dia-a-dia.

O programa foi apresentado durante uma cerimónia presidida pela Ministra de Estado para a Área Social, Maria do Rosário Bragança, e contou com a presença da ministra do MAPTSS, Teresa Rodrigues Dias, bem como do secretário de Estado do Trabalho e Segurança Social, Pedro Filipe.

De acordo com as autoridades, o programa faz parte das acções do Sistema Nacional de Qualificações (SNQ) e surge como uma ferramenta importante para aumentar a qualificação da população economicamente activa e melhorar as oportunidades de integração no mercado de trabalho.

Com o novo sistema, profissionais que adquiriram competências através da prática, experiência profissional, formação informal ou actividades do quotidiano poderão obter reconhecimento oficial das suas capacidades, mesmo sem terem seguido um percurso académico tradicional.

Para o reconhecimento das competências, os interessados deverão apresentar a candidatura ao Instituto Nacional de Qualificações (INQ), através dos canais oficiais de atendimento da instituição.

Durante o evento, Maria do Rosário Bragança destacou que o RVCC representa um instrumento fundamental para a inclusão social e o desenvolvimento socioeconómico do país.

Segundo a governante, a iniciativa vai permitir valorizar milhões de angolanos que desenvolveram competências ao longo da vida, facilitando a progressão escolar, a empregabilidade e a integração socioprofissional.

A ministra explicou ainda que as transformações tecnológicas e as novas exigências do mercado de trabalho tornam cada vez mais necessário reconhecer formalmente as competências adquiridas fora do sistema tradicional de ensino.

“Nós temos a revolução tecnológica a influenciar a nossa vida, como também a necessidade de reconhecer as competências dos indivíduos”, afirmou.

As autoridades consideram que o programa poderá beneficiar especialmente jovens, trabalhadores do sector informal e profissionais sem certificação formal, permitindo melhorar as oportunidades de emprego e aumentar a competitividade da força de trabalho angolana.

O Executivo defende igualmente que a medida ajudará no desenvolvimento do capital humano e na adaptação das competências às actuais exigências do mercado laboral.

Segundo o Governo, o processo está alinhado ao Plano de Desenvolvimento do Capital Humano de Angola 2023-2037, sobretudo no eixo ligado à valorização da formação não formal e ao fortalecimento da formação profissional.

Fonte: Jornal de Angola

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