O Ministério do Interior (MININT) prevê arrancar, este ano, com a construção de novos Centros Integrados de Segurança Pública (CISP) em 14 províncias, de modo a reforçar as medidas que estão a ser implementadas com vista a melhoria da segurança pública.
Depois de Luanda, Benguela, Huila e Huambo a equipa do MININT, liderada pelo general Eugénio Laborinho, decidiu expandir este serviço às províncias do Bengo, Bié, Cabinda, Cuando Cubango, Cuanza Norte, Cuanza Sul e Cunene.
Segundo o Orçamento Geral do Estado (OGE) de 2023, onde se encontram detalhados os montantes que serão aplicados na construção de tais infra-estruturas, a Lunda Norte, Lunda Sul, Malange, Moxico, Namibe, Uíge e Zaire também figuram na lista das províncias que serão contempladas.
O Ministério do Interior prevê gastar mais de 9 mil milhões de kwanzas com a construção e reabilitação de edifícios públicos e equipamentos sociais que poderão melhorar a qualidade dos serviços que os técnicos dos órgãos sob sua tutela prestam à sociedade, entre os quais está a reabilitação, ampliação e apetrechamento do seu edifício-sede, da sua oficina geral e da base central de reparação do Serviço de Protecção Civil e Bombeiros.
A construção e apetrechamento de um presídio de alta segurança, com vista a elevar a qualidade do serviço de reeducação e ressocialização dos detentos, também está entre as prioridades do ministro do Interior. No que tange à valorização dos recursos humanos, manifesta, no referido documento a que OPAÍS teve acesso, que vai apostar na formação e superação técnica e profissional dos quadros.
Em função das formações realizadas, milhares foram os efectivos dos órgãos deste ministério, designadamente Polícia Nacional, Serviço de Protecção Civil e Bombeiros, Serviço de Migração Estrangeiros e Serviço Penitenciário que foram promovidos, entre os quais alguns que se encontravam a até mais de 10 anos na mesma categoria.
Conforme noticiou este jornal, na sua edição de 13 de Março, nos anos 2021 e 2022, foram promovidas mais de 10 mil mulheres afectas à Polícia Nacional de Angola (PNA), para postos de oficiais comissários, superiores, sub-chefes e agentes desse órgão.
O acto de promoção resulta de reclamações “legítimas” de mulheres que reivindicam por igualdade de oportunidades e inserção, nos cargos de mando, direcção e chefia, de acordo com informações prestadas por Eugénio Laborinho, quando discursava em alusão ao Dia Internacional da Mulher.
O governante garantiu que o MININT continuará a trabalhar para promover a igualdade de oportunidades nos distintos órgãos executivos directos, delegações provinciais e em todos os sectores.
De realçar que de 2020 a 2022, foram reformados cerca de 5 mil efectivos da Polícia Nacional, depois de um período longo sem este processo. Alguns deles foram agraciados com viaturas e habitações sociais e, segundo uma fonte, está previsto ainda a entrega de mais habitações na urbanização Boa Vida, em Luanda.
Fonte. Angola 24 Horas
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