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3 Coisas Estão Acontecendo HOJE em Luanda…

📰 3 Coisas Estão Acontecendo HOJE em Luanda…

Depois de dias de tensão, Luanda começa a respirar novamente. A capital angolana, que foi palco de manifestações, confrontos e vandalismo provocados por uma greve de taxistas, está agora a retomar a sua rotina — ainda que sob forte vigilância. Aqui estão 3 factos importantes que estão a marcar o dia de hoje na cidade:

1️⃣ Luandenses regressam ao quotidiano… ainda com receio

Depois de três dias caóticos, com 22 mortos, 197 feridos e 1.214 detidos, os luandenses voltam às ruas, mas com cautela.

As principais vias como a Samba, Avenida 21 de Janeiro, Pedro de Castro Van-Dúnem Loy e a via expressa já têm trânsito fluido.

Os táxis “azuis e brancos” voltaram a circular, e as paragens estão cheias novamente.

Mercados como São Paulo, Congolenses e IFA no Cazenga retomaram suas atividades.
Apesar disso, ainda há instituições encerradas e um visível rasto de destruição em algumas zonas afetadas pelos atos de vandalismo e pilhagem.

2️⃣ Energia eléctrica totalmente restabelecida

  • A Empresa Nacional de Distribuição de Electricidade (ENDE) anunciou hoje que o fornecimento de energia está plenamente restabelecido em toda a província de Luanda.
    A interrupção, causada por perturbações no sistema de distribuição, agravou ainda mais a situação durante os dias de protestos.
  • “A ENDE reitera as mais sinceras desculpas pelos transtornos causados”, lê-se na nota de imprensa.

3️⃣ Reforço na limpeza urbana e esforços de reconciliação

  • A Empresa de Limpeza e Saneamento de Luanda (ELISAL) trabalha intensamente para remover os destroços e o lixo deixados nos dias de tumultos.
  • O presidente do Sindicato dos Taxistas de Angola (STA), Geraldo Wanga, apelou para que as organizações de taxistas colaborem na limpeza da cidade.
  • Já a ANATA, entidade organizadora da greve, diz estar aberta ao diálogo com o governo, desde que os pontos do seu caderno reivindicativo sejam considerados.#

Conclusão
Luanda está, aos poucos, a recuperar. Mas o cenário revela feridas que ainda precisam ser tratadas — tanto no aspecto físico quanto no social. A cidade volta ao ritmo, mas com a consciência de que o equilíbrio é frágil e que o diálogo entre governo, cidadãos e setores como o dos transportes é mais urgente do que nunca.