Angola Aumenta Produção de Óleo Alimentar, Mas Dependência Externa Continua
A inauguração da nova fábrica de óleo vegetal da Rafinole – Comércio e Serviços, Lda, em Luanda, marca mais um avanço importante na industrialização do sector alimentar em Angola. No entanto, apesar do crescimento da capacidade produtiva, o País continua a enfrentar um grande paradoxo: produz cada vez mais, mas ainda depende fortemente de importações.
Nova fábrica reforça capacidade industrial
Inaugurada esta segunda-feira pelo ministro de Estado para a Coordenação Económica, José de Lima Massano, a nova unidade representa um investimento de cerca de 90 milhões de dólares.
A fábrica tem capacidade para produzir aproximadamente:
- 400 toneladas de óleo vegetal por dia
- Cerca de 453 mil litros diários
- Mais de 110 milhões de litros por ano
Além do óleo alimentar, a unidade também vai produzir:
- 18 mil toneladas anuais de margarinas e gorduras vegetais
- 6 mil toneladas de maionese e outros condimentos
- 7 mil toneladas de vinagre por ano
O projecto arranca com 130 trabalhadores e poderá atingir até 300 empregos directos até ao final do ano.
Sector cresce, mas com limitações
Com a entrada desta nova unidade, Angola reforça a sua capacidade industrial, juntando-se a outros grandes operadores do sector como:
- Grupo Carrinho
- Sovena
- Induve
- Grupo Naval
- Angoalissar
Actualmente, o País já possui uma capacidade instalada superior a 1.300 toneladas por dia, o que teoricamente é suficiente para cobrir o consumo nacional, estimado entre 380 mil e 400 mil toneladas por ano.
Fábricas operam abaixo da capacidade
Apesar desse potencial, a maioria das fábricas trabalha entre 50% e 70% da sua capacidade.
A principal razão é clara: falta de matérias-primas produzidas localmente.
Grande parte do óleo refinado em Angola vem de óleo bruto importado, principalmente de países como:
- Indonésia
- Malásia
- Brasil
- Argentina
Ou seja, Angola já consegue refinar e embalar, mas ainda não produz o suficiente na base agrícola.
Dependência externa continua
Nos últimos anos, o País reduziu a importação de óleo já embalado, passando a importar mais óleo bruto para refinar localmente.
Este modelo traz vantagens, como:
- Mais valor agregado dentro do País
- Criação de empregos
- Desenvolvimento da indústria transformadora
Mas mantém um problema estrutural: a dependência externa.
Segundo o Ministério da Indústria e Comércio, o aumento da produção interna já permitiu uma redução média de cerca de 25% no preço do óleo alimentar.
Mesmo assim, especialistas alertam que o verdadeiro avanço só acontecerá quando Angola investir fortemente na produção agrícola de:
- Palma
- Soja
- Girassol
Sem isso, o País continuará a depender do exterior para alimentar a sua própria indústria.
FIQUE ATENTO ÀS OPORTUNIDADES
- INSCREVA-SE no Canal Ango Emprego no YouTube e receba dicas, alertas e novidades sobre vagas e concursos.
👉 CLIQUE AQUI - SIGA-NOS no WhatsApp para receber notícias e vagas em tempo real.
👉 CLIQUE AQUI - RECEBA MAIS VAGAS no nosso TELEGRAM
👉 https://t.me/angoemprego - SIGA-NOS NO FACEBOOK e fique por dentro das novas oportunidades.
👉 CLIQUE AQUI
CONTEÚDOS ÚTEIS
🔹 Concursos Públicos em Angola 2025 – Guia de Inscrição
🔹 Mais de 60 Modelos de Currrículos ATS
🔹 Mini Curso – Como Procurar Emprego em Angola
