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Angola no ranking das universidades: Queda, Recuperação e Sinais de Esperança para o Futuro

🇦🇴 Angola ocupa a 392.ª posição em África no ranking das melhores universidades

Angola ocupa actualmente a 392.ª posição no ranking das melhores universidades de África, de acordo com a mais recente avaliação da plataforma Webometrics, um dos principais rankings mundiais de instituições de ensino superior.

Apesar de ainda estar entre os países com posições mais baixas no continente, especialistas defendem que o país demonstra sinais de melhoria, sobretudo com as reformas em curso no sistema de avaliação e acreditação do ensino superior.

Universidade Agostinho Neto lidera em Angola, mas enfrenta desafios globais

Entre as universidades angolanas avaliadas, a Universidade Agostinho Neto (UAN) mantém-se como a melhor posicionada a nível nacional. A instituição ocupa a 392.ª posição em África e a 3.368.ª a nível mundial.

Na segunda posição surge a Universidade Internacional do Cuanza (UNIC), classificada na 658.ª posição em África e 4.456.ª no mundo. A fechar o top 3 nacional está a Universidade Óscar Ribas (UOR), na 882.ª posição em África e 4.918.ª a nível mundial.

O que é o ranking Webometrics e como avalia as universidades?

O Webometrics é uma plataforma independente que avalia universidades com base em critérios como:

  • Visibilidade global
  • Excelência científica
  • Acesso aberto à informação
  • Impacto académico
  • Presença online

Actualmente, o ranking analisa mais de 32 mil instituições de ensino superior em mais de 200 países, com avaliações realizadas duas vezes por ano, em Janeiro e Julho.

🥇 África do Sul domina o topo do ranking africano

No continente africano, a liderança pertence à Universidade da Cidade do Cabo, que ocupa o 1.º lugar em África e a 241.ª posição no mundo.
Seguem-se:

  • Universidade de Witwatersrand, 2.ª em África e 333.ª no mundo
  • Universidade de Pretória, 3.ª em África e 371.ª no ranking global

Todas as universidades do top 3 africano são da África do Sul, evidenciando a distância entre os sistemas de ensino superior do sul do continente e os restantes países africanos.

Angola caiu, mas já começou a recuperar posições em 2025

O desempenho de Angola no ranking registou um forte recuo em 2024, quando o país caiu da 247.ª posição para a 397.ª em Julho. No entanto, a avaliação divulgada em Janeiro de 2025 mostra uma ligeira recuperação, com Angola a subir cinco posições, fixando-se na 392.ª posição.

Apesar da queda significativa no ano anterior, analistas consideram a recuperação um sinal encorajador, tendo em conta o número elevado de instituições avaliadas no continente.

Reformas no ensino superior podem mudar o cenário nos próximos anos

Especialistas acreditam que as acções em curso lideradas pelo Instituto Nacional de Avaliação, Acreditação e Reconhecimento de Estudos do Ensino Superior (INAAREES) poderão ter impacto positivo no futuro.

Entre as medidas destacam-se:

  • Avaliação externa das instituições
  • Criação de direcções e departamentos de avaliação interna
  • Reforço da qualidade académica e institucional

Segundo um académico, embora a posição actual ainda esteja longe do ideal, trata-se de um passo qualitativo importante, que pode levar Angola a melhorar significativamente nos rankings internacionais nos próximos anos.

Investigação científica continua a ser um dos maiores entraves

Apesar dos esforços, Angola continua a enfrentar grandes dificuldades na investigação científica. Em Setembro do ano passado, o país ocupava a 182.ª posição no ranking da plataforma Ad Scientific Index, numa avaliação de 221 países.

Especialistas apontam como principais causas:

  • Falta de financiamento
  • Baixa prioridade governamental
  • Fraca cultura de investigação nas universidades

Segundo observadores, a investigação científica em Angola continua muitas vezes fora da lista de prioridades, tanto do Governo como de várias instituições de ensino superior.

Conclusão: há desafios, mas também sinais de esperança

Embora Angola continue entre os países com piores posições nos rankings universitários africanos e mundiais, os dados mais recentes indicam que o país começa a dar passos no sentido certo.

A consolidação das reformas no ensino superior, o investimento na investigação científica e o fortalecimento das universidades poderão, nos próximos anos, mudar o lugar de Angola no mapa académico mundial.

Fonte: Expansão