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Descobertas de petróleo da ANPG geraram muitos empregos em Angola em 7 Anos

ANPG anuncia descoberta de 2,7 mil milhões de barris de petróleo e reforça geração de empregos em Angola

A Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANPG) anunciou que Angola descobriu mais de 2,7 mil milhões de barris de petróleo entre 2019 e 2025, um período marcado por forte dinamização do sector petrolífero e impacto significativo na criação de empregos no país.

O anúncio foi feito esta sexta-feira, 6 de Fevereiro de 2026, durante as comemorações do sétimo aniversário da ANPG, que assinalaram igualmente o encerramento do primeiro ciclo de actividade da concessionária nacional.

Segundo a ANPG, os novos volumes resultaram de um ciclo acelerado de concessões e perfurações, que incluiu a atribuição de mais de 40 concessões petrolíferas e a abertura de 31 novos poços, tanto em bacias terrestres como marítimas. Este movimento permitiu a retoma das rondas de licitação após quase uma década de paralisação, atraindo novos investimentos e gerando milhares de postos de trabalho directos e indirectos.

Emprego e investimento no centro da retoma petrolífera

A retoma das concessões impulsionou a contratação de engenheiros, técnicos, operadores, prestadores de serviços, empresas de logística, segurança, manutenção e formação profissional, contribuindo para o aumento da empregabilidade no sector dos petróleos e áreas associadas.

Além dos empregos directos criados nas operações de exploração e produção, o sector registou um crescimento relevante no emprego indirecto, beneficiando pequenas e médias empresas nacionais ligadas à cadeia de valor petrolífera.

Novo plano estratégico 2026–2030 prevê mais oportunidades

No mesmo evento, a ANPG apresentou o Plano Estratégico 2026–2030, que prevê a modernização da produção, maior captação de investimento e a diversificação da matriz energética, com destaque para o gás natural e os biocombustíveis — áreas que deverão continuar a gerar novas oportunidades de emprego nos próximos anos.

Foi igualmente apresentada a nova identidade institucional da ANPG, simbolizando a sua transição para uma entidade reguladora de um portfólio energético integrado, alinhado com as exigências da transição energética global.

O presidente do Conselho de Administração da ANPG, Paulino Jerónimo, defendeu a necessidade de instituições mais ágeis e abertas ao diálogo internacional, sublinhando que o sector energético continua a ser um dos principais motores de emprego e desenvolvimento económico em Angola.

Responsabilidade social e desenvolvimento local

A agência destacou ainda a execução de mais de 150 projectos de responsabilidade social ao longo dos últimos sete anos, muitos deles ligados à formação profissional, empregabilidade local e apoio às comunidades, reforçando o impacto socioeconómico do sector petrolífero no país.

Criada em 2019, a ANPG consolida agora os resultados do seu primeiro ciclo de actividade, posicionando-se como um actor estratégico na construção de um futuro energético mais diversificado, competitivo e gerador de empregos para os angolanos.

Fonte: Economia & Mercado

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