No âmbito do PIDCR, o ministério do Comércio e Indústria já entregou, por crédito, 327 viaturas das 500 previstas em todo o País. Os operadores pagam 200 mil Kz por mês e o dinheiro é depositado na conta do FACRA. O não reembolso durante dois meses consecutivos implica retirada imediata da viatura.
Os operadores que assumiram o crédito das carrinhas para transportar produtos do campo para a cidade, no âmbito do Programa Integrado de Desenvolvimento do Comércio Rural (PIDCR), implantado pelo Ministério da Indústria e Comércio, pedem à tutela para que se responsabilize pelos custos de manutenção das viaturas até ao fim do pagamento correspondente ao prazo contratual.
Apesar de reconhecerem os benefícios dos meios para a sua actividade comercial, invocam que as margens são muito apertadas e que não conseguem libertar lucros suficientes para cobrir os custos de manutenção. Até porque se comprometeram a levar sempre as carrinhas aos representantes oficiais, e de acordo com alguns dos operadores, as revisões nestas oficinas, por exemplo, podem chegar até aos 700 mil Kz.
Um dos operadores explicou ao Expansão que por mês pode facturar até 500 mil Kz com a carrinha, sendo que depois de subtrair a prestação mensal, os gastos com a manutenção, o combustível e outras despesas eventuais, a margem de lucro fica entre 40 mil e 60 mil Kz.
Das quinhentas carrinhas que estavam previstas entregar para cumprir com o programa, até ao momento a Direcção Nacional de Desenvolvimento e Comercio Rural, tutelada pelo Ministério da Indústria e Comércio já disponibilizou 327 viaturas do tipo Kamaz, Gaz e Vokwagem, faltando entregar 173. Fontes do ministério confirmaram ao Expansão que todas as carrinhas já estão em Angola, que existem candidaturas aprovadas, sendo que não forem todas entregues apenas por “questões técnicas” (ver tabela).
Até agora a província do Bié foi a que recebeu maior número de viaturas com 33 carrinhas, seguido do Uíge com 31 e Luanda com 24. As províncias do Kwanza Norte, Huambo, Namibe, Huíla, Cunene, e Bengo são as que receberam o menor número com apenas 10 de cada.
Dificuldades dos operadores
Domingos Gomes é proprietário da Casa Comercial-BJG, sediada no Kwanza Norte. A sua empresa dedica-se ao transporte de diversos produtos do campo para a cidade, ajudando outras empresas, cooperativas e fazendas, que solicitam os seus serviços. Adquiriu a carrinha em Março do ano passado, e explica que transporta por semana cinco toneladas de produtos agrícolas diversos, com destaque para a farinha de bombó, mandioca e a banana, a partir dos diversos municípios da província para os mercados de Luanda, Trinta, Malweca, Catinton, Kwanzas.
Diz que por mês pode facturar até 500 mil Kz se houver muitas solicitações, mas há meses que não vê lucros por causa das despesas de manutenção da própria viatura. “Temos de levar o carro a revisão no período de dois a três meses e os custos são onerosos. A tutela tem que rever esta situação da revisão dos meios nos representantes oficiais, que são muito caros que nas oficinas normais”, disse. Lembra também existem outros custos das viaturas que têm a ver com o estado das estradas e o controlo nas rotas.
Também para José Augusto, um outro operador de transporte de mercadoria, responsável da empresa Amizade e Negócios na província do Namibe, nem tudo tem corrido como esperava. Diz que há meses que não tem tido solicitações devido à carência de produção agrícola na província, mas afirma que consegue honrar, todos os meses, com o compromisso que tem com o FACRA.
Tal como outros operadores ouvidos pelo Expansão, José Augusto também defende que deve ser o Estado a assumir os custos de manutenção da viatura durante o período em que o credor está a pagar a carrinha. “Não devia ser da nossa responsabilidade fazer mais estes gastos com a manutenção porque o carro ainda não é nosso. Só será nosso depois dos 4 anos, e aí já podemos assumir a manutenção”, sublinhou.
Entretanto, um economista que solicitou o anonimato, diz que na teoria o negócio é viável mas na prática não compensa o esforço. “Se tivermos em conta o valor que arrecadam durante o mês subtraindo pelos custos com combustível, manutenção da própria viatura e outros eventuais, a margem de lucro é muito pequena”, referiu.
Mas ainda assim, o especialista discorda da ideia de o Estado ter que assumir com os custos de manutenção das viaturas. “O Estado já subvencionou a taxa de juros. Se subvencionar as manutenções, deve aumentar a prestação mensal para recuperar as despesas”, finalizou.
Recorde-se que os concursos para o crédito das viaturas foram feitos pelos governos provinciais, através dos gabinetes de desenvolvimento económico integrado, sendo que “poderiam candidatar-se cidadãos nacionais com histórico no processo de escoamento de produtos para os grandes centros de consumo ou com experiência na compra e venda de produtos agropecuários”, confirmou um representante do ministério ao Expansão
Os operadores assinaram um compromisso onde consta, entre várias cláusulas, a obrigatoriedade do reembolso do depósito mensal de 200 mil Kz para a conta do FACRA durante quatro anos, o que totaliza um pagamento pela carrinha de 9 milhões e 600 mil Kz. “O não reembolso por parte do operador de transporte ou credor durante dois meses consecutivos, implicará a retirada imediata da viatura”, avisa o documento da Direcção Nacional de Nesenvolvimento do Comercio Rural, confirmando que os operadores já começaram a pagar mensalmente o valor das carrinhas ao FACRA. O programa começou no 1º trimestre deste ano.
Fonte: Jornal expansão
Ver mais em: https://expansao.co.ao/empresas/interior/operadores-querem-que-estado-assuma-os-custos-de-manutencao-111437.html
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