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Elevado desemprego nos jovens em Angola

Estudo diz que 96% dos jovens angolanos são economicamente vulneráveis e não estão preparados para empregos de qualidade. Até porque “os jovens representam 83% dos desempregados em Angola”.

A população jovem com idade entre os 15 aos 34 anos não está a ser suficientemente absorvida pela força de trabalho, um cenário que ameaça a estabilidade económica e social do próprio País, diz o banco Mundial.

Nos últimos anos, “o sector formal estagnou no que diz respeito à criação de empregos e a baixa produtividade está a ser impulsionada por uma situação fiscal difícil, apreciação da taxa de câmbio real e a inflação. Estes factores estão a limitar o investimento directo estrangeiro, a inibir a diversificação económica e a dificultar o desenvolvimento do sector privado, levando à criação mais lenta de postos de trabalho, especialmente no sector formal”, refere o “relatório de política” com o nome “Bons empregos para a juventude angolana: oportunidades, desafios e orientações de políticas”.

Os dados do relatório redigido pelo Banco Mundial em parceria com o Instituto Nacional para o Emprego e Formação Profissional (INEFOP) apresentado esta quarta-feira em Luanda, são referentes a 2019, pelo que a situação do em[1]prego no país ter-se-á agravado com a pandemia da Covid-19.

De acordo com o documento, na última década foram criados 3,5 milhões de empregos, sendo que “a maioria dos novos empregos são de baixa qualidade, dos quais 2,7 milhões foram criados nos sectores da agricultura e comércio”. O relatório não refere, mas de acordo com dados do INE 80% da população considerada empregada no País está na informalidade, ou seja, sobrevive através de biscates.

Em termos percentuais, a pesquisa refere que em 2019 “22% dos jovens no país são desempregados, 85% trabalham em empregos de baixa qualidade e 20% ganham menos do que os adultos. As mulheres jovens, os jovens que vivem em zonas rurais e os jovens de famílias pobres saem ainda pior”.

O relatório aponta também questões relacionadas com a baixa produtividade no País. E por isso refere que 96% dos jovens “são economicamente vulneráveis e não estão preparados para empregos de qualidade. E os que ultrapassam as barreiras sociais são mais empregáveis”.

Quanto ao nível político, 24% dos programas de emprego do Governo angolano “são concebidos para jovens vulneráveis”, considera o estudo, que adianta que “os programas que abordam vulnerabilidades específicas podem integrar melhor os jovens no emprego”. Mas os efeitos são pouco sentidos no País, porque “os jovens (15- -34 anos) representam 83% dos desempregados em Angola, com 62% dos jovens a gastar mais de um ano na procura de emprego”.

Para mudar este quadro, a instituição multilateral recomenda seis caminhos, nomeadamente, “manter políticas fiscais, monetárias e cambiais sólidas, aumento da produtividade e crescimento das empresas, reforço das instituições para aumentar o impacto das políticas do mercado de trabalho, apoiar o aumento da produtividade dos trabalhadores independentes”.

O Banco Mundial aponta ainda como caminhas a melhoria das aptidões relevantes para o trabalho de jovens vulneráveis através de um maior investimento no sistema de ensino e facilitar a transição dos jovens para o emprego e aumentar a sua produtividade através da ampliação do programa de estágios.

Segundo o estudo, “atrair investimento e desenvolver cadeias de valor em sectores não petrolíferos com potencial de criação de emprego poderá abrir novas oportunidades numa economia diversificada”. Por outro lado, melhorar a disponibilidade de financiamento para o sector privado, especialmente às Pequenas e Médias Empresas (PME) e novas empresas, permitirá às empresas orientadas para o crescimento arrancar, expandir a sua produção e introduzir novos produtos e serviços, aumentando o seu potencial de contratação de trabalhadores.

O estudo propõe igualmente políticas a curto prazo para apoiar aumentos de produtividade para trabalho por conta própria, melhorar as aptidões laborais relevantes dos jovens vulneráveis e facilitar a transição do jovem para o emprego e aumento da produtividade.

Durante a apresentação do estudo, Ema Monsalve, técnica do Banco Mundial, referiu que “o País está num momento muito crítico e é necessária uma estratégia multissetorial para estimular a criação do emprego. E estas estratégias passam por elaborar políticas que dêem respostas necessárias a criação de emprego.

Fonte: Jornal expansão

Ver mais em: https://expansao.co.ao/angola/interior/elevado-desemprego-nos-jovens-ameaca-estabilidade-economica-e-social-do-pais-112045.html#pk_campaign=MASwpn&pk_kwd=Elevado+desemprego+nos+jovens+amea%C3%A7a+estabilidade+econ%C3%B3mica+e+social+do+Pa%C3%ADs

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