0 Comentários

Fábrica de Colchões Garante Emprego a Jovens – Indústria Nacional Produz até 4 Mil Unidades por Mês

Fábrica de Colchões Garante Primeiro Emprego a Jovens Locais

Por Justino Victorino
A fábrica de colchões Royangol, localizada no Pólo Industrial da Caála (província do Huambo), está a gerar oportunidades de emprego para jovens locais e a contribuir significativamente para o setor industrial angolano, com uma produção mensal de três a quatro mil colchões de diversos tamanhos.

Produção Nacional em Alta – “Feito em Angola”

Instalada desde 2010, a unidade fabril nasceu com uma capacidade impressionante de produção — entre seis a oito mil colchões por hora — mas, devido à falta de matéria-prima no país e à escassez de divisas, viu-se obrigada a operar abaixo da capacidade total.

Atualmente, a Royangol mantém-se ativa com 28 trabalhadores, sendo 25 nacionais e 3 expatriados, que asseguram o funcionamento diário das máquinas e a produção de colchões com a marca “Feito em Angola”.

Emprego para Jovens: Primeiro Passo para Muitos

Segundo o diretor-geral da fábrica, Abbas Al Mokkadem, muitos jovens da Caála encontraram ali o seu primeiro emprego, numa região onde a oferta de trabalho é limitada.

“A fábrica é um alívio para muitas famílias e representa uma porta de entrada no mercado de trabalho formal para jovens da nossa comunidade”, destacou.

Matéria-Prima Importada – Um Desafio Permanente

Para manter a produção, a Royangol recorre à importação de equipamentos e insumos da Coreia do Sul, China, França e Suíça, uma vez que Angola ainda não produz os componentes químicos essenciais para fabricar colchões em grande escala.

Apesar das dificuldades, a empresa continua a fornecer o mercado nacional com colchões de qualidade, incluindo modelos ortopédicos para hospitais e empresas.

Governador Reconhece Desafios do Setor Privado

Durante a visita, o vice-governador do Huambo, Angelino Elavoco, reconheceu o esforço dos empresários locais, mas alertou para as limitações de acesso a linhas de crédito e matéria-prima, fatores que continuam a travar o crescimento do setor privado e o relançamento da indústria na província.

Mesmo diante de obstáculos financeiros e logísticos, a fábrica Royangol representa um exemplo positivo de indústria resiliente em Angola, gerando emprego, produzindo localmente e ajudando a dinamizar a economia do Huambo.

Fonte: Jornal de Angola