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Jovens empreendedores recebem micro crédito na província da Lunda Sul

Quarenta e oito jovens empreendedores, da província da Lunda Sul, beneficiaram de micro créditos, desde o início do programa em 2020, financiado pelo Banco Sol, no âmbito do Plano de Acção para a Empregabilidade (PAPE), visando impulsionar o seu negócio.

Em declarações esta terça-feira, à ANGOP, o director dos Serviços Provinciais do Instituto Nacional de Emprego e Formação Profissional (INEFOP) na Lunda Sul, Constantino António, disse que os beneficiários fazem parte de um total de 400 jovens que solicitaram o financiamento, para desenvolverem a sua actividade comercial.

Cada beneficiário recebeu Kz 300 a 350 mil, em função dos projectos apresentados a entidade que financia o PAPE.

O responsável reconheceu ser ínfimo o número de beneficiários, a julgar pela solicitação feita e da morosidade do processo por parte do parceiro Banco Sol que financia o projecto.

Explicou que o INEFOP tem apenas a responsabilidade de promover a formação e proceder as inscrições, para posteriormente encaminhá-las ao banco que analisa os processos dos candidatos e selecciona os que apresentam requisitos necessários.

Por outro lado, Constantino António referiu que, quanto ao reembolso, os beneficiários têm cumprido com os prazos contratuais, sendo que, dos 48, três liquidaram a sua dívida e voltaram a solicitar outro financiamento.

Por sua vez, Domingos Nunes, de 47 anos de idade, marceneiro beneficiário de um micro crédito em 2022, num valor de Kz 300 mil, afirmou que, apesar de ser um valor baixo, ajudou na aquisição de matéria-prima que impulsiona a sua actividade.

Explicou que o valor que arrecada na actividade da carpintaria resolve os problemas da família, bem como construir a sua residência, bem como mensalmente desembolsa ao Banco Sol 32 mil Kwanzas.

Juvenal Sérgio, de 29 anos, alfaiate, beneficiáro de 320 mil Kwanzas em 2022, diz que os valores ora recebidos permitiram dar um avanço na sua alfaiataria, adquirindo matéria-prima como tecidos, linha, forro, entre outras.

“Com este negócio, permitiu dar emprego há mais dois jovens, assim como três estagiários, que ajudam na oficina”, enfatizou.

Reconheceu que a actividade que desenvolve tem conseguido resolver muitos problemas, desde a aquisição de terreno e a construção de uma cantina, entre outras situações, com vista ao aumento da renda mensal.

Contou que começou a exercer a actividade tão logo terminou a formação no INEFOP, em 2013.

Alugava os meios de trabalhos e executava no mercado do Kandembe, onde conseguiu valores, para adquirir sete máquinas de costura e abrir a sua alfaiataria em 2020.

Apelou aos órgãos de direito a aumentarem os valores do micro crédito, porque os actuais são ínfimos para ajudar a catapultar o negócio, uma vez que augura criar um centro de formação.

Fonte: Angop

Ver mais em: https://www.angop.ao/noticias/economia/jovens-empreendedores-recebem-micro-credito/

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