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Mais de 10 Milhões de Trabalhadores Angolanos Atuam na Economia Informal, Revela Observatório Nacional do Emprego

Em Angola, mais de dez milhões de trabalhadores exercem atividades na economia informal, de acordo com dados do Observatório Nacional do Emprego (ONE). Esta realidade representa um grande desafio para o mercado de trabalho e para a formalização laboral no país.

Segundo o diretor nacional do Trabalho, Blanche Chendovava, esta força de trabalho inclui taxistas, motoristas de aplicativos, feirantes, freelancers, vendedores ambulantes, pedreiros e empregados domésticos. Todos atuam fora do sistema formal, sem contratos ou inscrição na Segurança Social.

Economia informal e o mercado de trabalho em Angola

Dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) mostram que a população economicamente ativa do país é de aproximadamente 18,1 milhões de pessoas. Destas, 63% estão empregadas, mas mais de 80% atuam na economia informal. Já o desemprego afeta cerca de 29,9% da população ativa.

O ONE foi criado pelo Decreto Executivo nº 320/25 com a missão de coletar e analisar informações sobre o mercado de trabalho, identificar tendências, apoiar a formulação de políticas públicas inclusivas e incentivar a formalização da economia.

Objetivos do Observatório Nacional do Emprego

O Observatório pretende:

  • Reduzir a informalidade e aumentar a formalização laboral.
  • Melhorar a qualidade das informações sobre o emprego em Angola.
  • Criar condições para novos postos de trabalho e crescimento económico.
  • Apoiar decisões estratégicas para combater o desemprego.

A iniciativa faz parte da Agenda Nacional do Emprego (2023-2027) e do Fundo Nacional de Emprego de Angola (FUNEA), com o objetivo de criar postos de trabalho dignos e promover uma economia inclusiva.

Importância da formalização do trabalho

A formalização garante ao trabalhador direitos laborais, proteção social e acesso à segurança social. Para o país, reduz a precariedade, aumenta a arrecadação fiscal e fortalece o sistema produtivo.

Com o início das atividades do ONE, espera-se uma melhoria significativa na produção de dados sobre o emprego em Angola, permitindo decisões mais assertivas para reduzir o desemprego e a informalidade laboral.

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