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Juventude preocupada com a falta de emprego

A falta de emprego e oportunidades para criar negócios foi apontada como um dos principais problemas que afectam a juventude em África, admitiu, ontem, em Luanda, a Presidente do Fórum Internacional de Jovens com as Embaixadas (FIJE) junto à União Europeia (UE), Winy Mule.

Em declarações ao Jornal de Angola, à margem do encerramento da II edição do Fórum Internacional de Jovens com as Embaixadas (FIJE), Winy Mule disse que os participantes foram unânimes em dizer que os jovens africanos não têm emprego e muito menos oportunidades para empreender.

Além desses dois problemas apontados, acrescentou a presidente do FIJE junto à UE, há também uma outra situação que preocupa a camada jovem: a depressão. Segundo a responsável, a depressão é um problema que tem levado os jovens ao suicídio.

Sem avançar a percentagem dos suicídios que ocorrem, diariamente, nas sociedades africanas, Winy Mule referiu que o número já é preocupante e apela aos Governos para se comprometerem em criar condições sociais e económicas por forma a inverter o quadro.

 A realização do fórum, frisou, é uma forma e ao mesmo tempo oportunidade para os jovens trocarem ideias sobre os desafios que enfrentam, bem como apresentar possíveis soluções aos Governos e embaixadas acreditadas.

 De acordo com a presidente do FIJE junto à UE, em Angola, por exemplo, existem muitos jovens a saírem das universidades, mas, no entanto, não encontram trabalho ou, pelo menos, um estágio não remuneratório, muito menos oportunidade para criar o seu negócio.

Relação com o Executivo

 Relativamente à comunicação entre o Executivo e os jovens angolanos, quanto à resolução dos problemas desta camada no país, Winy Mule considerou positiva, tendo em conta o retorno que tem havido nos últimos anos.

 “Temos tido contacto permanente com o Executivo, onde debatemos e apresentamos relatórios que a médio e longo prazo poderá ajudar na melhoria da condição social da juventude em Angola”, afirmou a presidente da FIJE junto da UE.

 O último dia do fórum, frisou a líder da FIJE junto da UE, foi dedicado para um diálogo denominado “Jovem a Jovem”, onde cada um dos participantes teve a oportunidade de trocar experiência, bem como propor soluções dos problemas do seu país.

 A presidente do FIJE informou, também, que o III Fórum Internacional de Jovens com as Embaixadas será realizado em Moçambique e o IV em Portugal.

Empresas chinesas em Angola prometem estágio

 O embaixador da China em Angola, Gong Tao, informou, na quinta-feira, em Luanda, que a Associação das Empresas Chinesas instaladas no país está a criar condições para aumentar o número de empregos e proporcionar estágio para os jovens angolanos.

 Gong Tao, ao intervir na II edição do Fórum Internacional de Jovens com as Embaixadas (FIJE) que terminou ontem, disse que a Associação das Empresas Chinesas está a trabalhar com o Ministério da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social para que o projecto seja concretizado.

 O diplomata afirmou que a China está disposta a fortalecer cada vez mais as relações com Angola, promovendo de forma sólida a cooperação bilateral nos domínios das Infra-Estruturas, Comércio, Investimento, Financiamento, Agricultura, Indústria Transformadora, Telecomunicações, Formação de Recursos Humanos e o emprego para a juventude.

 No campo académico, frisou Gong Tao, nos últimos cinco anos, o Governo chinês concedeu mais de 150 bolsas de estudo a Angola. Actualmente, continuou, um total de 300 estudantes angolanos está a frequentar as universidades chinesas.

 Angola, frisou o diplomata chinês, é um parceiro estratégico da China e, por isso, considerou importante que se trabalhe junto para o alcance dos objectivos sobre a diversificação económica, bem como a fortificação das capacidades para o desenvolvimento sustentável dos dois países.

 De acordo com o diplomata, a juventude angolana é amiga da China e representa o presente e o futuro da amizade entre os dois países. “A Embaixada da China estará sempre disposta a promover o intercâmbio cultural e académico”, continuou.

 Em África, Angola é um importante país para a política da China, pelo facto de possuir um grande potencial para o desenvolvimento, olhando no vasto território, abundância de recursos naturais e minerais e, em especial, o grande número de jovens economicamente activos.

 Nas últimas duas décadas, referiu Gong Tao, a China construiu em Angola mais de 2.000 quilómetros de caminho-de-ferro, 20.000 Km de estrada, 100.000 fogos de habitação social, 100 escolas, 50 hospitais, entre outras infra-estruturas como aeroportos, portos e barragens hidroeléctricas.

 Segundo o embaixador, a China está disposta a trabalhar com Angola para levar adiante os princípios da coexistência pacífica, praticando o multilateralismo genuíno e defendendo os direitos e interesses legítimos dos países em desenvolvimento.

 Gong Tao informou que a China concedeu tarifa zero a 97 por cento dos produtos tributáveis de Angola exportados para o gigante asiático e está a trabalhar para aumentar ainda mais o  rácio para 98 por cento, com o objectivo de reforçar o nível de facilitação do comércio entre os dois países.

No entender do diplomata, a China e Angola são países em desenvolvimento, ambos com experiências e sofrimentos históricos semelhantes, enfrentando tarefas e perspectivas de desenvolvimento comuns.

 Em relação à distinção que a representação diplomática chinesa em Angola recebeu dos jovens africanos presentes na II edição do Fórum Internacional de Jovens com as Embaixadas (FIJE), Gong Tao disse que foi um grande prazer em ter participado no diálogo com os jovens, em especial por ter recebido a condecoração pelo contributo no desenvolvimento do continente africano.

Fonte: Jornal de Angola

Ver mais em: https://www.jornaldeangola.ao/ao/noticias/juventude-preocupada-com-a-falta-de-emprego-e-oportunidades-de-negocio/

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