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Pomobel cria 60 postos de trabalho

Os habitantes das cidades de Mbanza Kongo e do Soyo, na província do Zaire, têm desde, terça-feira, mais facilidades na aquisição de bens de consumo para as necessidades diárias, após a inauguração de dois supermercados do grupo Pomobel.

As duas unidades comerciais, que ocupam as antigas infra-estruturas deixadas pela extinta marca “Nosso Super” criaram 60 postos de trabalhos directos.

A unidade de Mbanza Kongo foi inaugurada ontem, pelo governador provincial do Zaire, enquanto a do Soyo abre as portas ao público hoje.

O governador do Zaire, Adriano Mendes de Carvalho, considerou a reabertura das infra-estruturas, com uma nova gestão, mais-valia, por proporcionar oportunidade de emprego a vários cidadãos da província, bem como potenciar o escoamento da produção agrícola local.

“É sempre uma mais-valia e, no meio disso tudo, ficamos mais satisfeitos, porque conseguimos garantir os postos de trabalho, concretamente 30 directos e outros 30 indirectos. Isso vai facilitar em grande parte, o escoamento de produtos, porque aqui a tendência é vendermos muitos produtos nacionais, com maior destaque aos da nossa província. Nós somos bons produtores de citrinos e ananás, bombó (derivado da mandioca), da farinha de mandioca, fuba, da boa banana e outros. É possível nós levarmos avante este projecto”, frisou.

Adriano Mendes de Carvalho apelou aos demais empreendedores a seguirem o exemplo do grupo Pomobel, uma vez que o governo do Zaire está aberto para apoiar todas as iniciativas e gerar concorrência salutar.

“Para além deste empreendimento, tudo faremos para que mais outros abram, porque a concorrência faz bem aos próprios investidores. Por isso, os demais apareçam e digam o que pretendem. O governo local está disponível para ajudar e dar todo o apoio naquilo que nos for possível”, assegurou.

Já o chefe de departamento de Organização e Monitorização das Actividades Comerciais e Serviços Mercantis do Ministério da Indústria e Comércio, Carlos Amado, disse que a reabertura das antigas infra-estruturas comerciais, sob gestão do grupo Pomobel, constitui um espaço privilegiado para o comércio a retalho para a região.

“É evidente que esta infra-estrutura pela sua dimensão, representa um espaço privilegiado para o comércio a retalho na província, especialmente aqui em Mbanza Kongo. Enquanto Ministério da Indústria e Comércio, a nossa árdua batalha é pôr todas as infra-estruturas comerciais, dentro daquilo que for orientação do Executivo e que, também, faz parte da política do Ministério, expandir a rede comercial”, frisou.

Segundo Carlos Amado, a política do Ministério está orientada em pôr a funcionar todas as infra-estruturas fechadas, mesmo aquelas privadas, para estarem ao serviço das populações.

“Naquilo que for possível, o Ministério vai fazer a sua parte, no sentido de reabilitá-las e pô-las a funcionar para proveito de todas as populações. Hoje (ontem) estamos aqui e amanhã estaremos no Soyo”, garantiu.

O coordenador do Núcleo das autoridades tradicionais de Mbanza Kongo, Afonso Mendes mostrou-se satisfeito com a inauguração do supermercado, que muita falta faz à região, bem como ao reabsorver a mão-de-obra dispensada com o encerramento da marca “Nosso Super”.

Por seu turno, o antigo funcionário da marca “Nosso Super”, Mfitu Bernardo agradeceu a Deus, por ter sido readmitido, dois anos depois de ter ficado em casa. “Estou feliz por voltar a trabalhar. Graças a Deus, vou voltar a ter salário para sustentar a minha família”, disse.

Pomobel absorve produção agrícola local

O sócio-gerente da Pomobel, Raul Mateus avançou que, a par das importações, o seu grupo empresarial, vai medir esforços para aproveitar grande parte da produção agrícola da província para levá-la a outros pontos de Angola.

“A produção local já tem espaço, olha que antes nós tínhamos cinco por cento, hoje já temos 48% e a tendência é crescer cada vez mais. Se nós reduzirmos os custos com alguns serviços de infra-estruturas básicas, a tendência será crescer cada vez, porque há um programa intenso de governação, no sentido de impulsionar e fazer crescer cada vez mais, a produção nacional”, assegurou.

Quanto à expansão do seu grupo, aquele empresário garante que, desde que haja consumo, a política da Pomobel está orientada na aproximação cada vez mais da população, porque a estratégia do Executivo é flexibilizar os financiamentos.

“Não tem mãos a medir desde que haja consumo interno. Se houver muito consumo, nós investimos cada vez mais, vamos à banca e metemos a funcionar. Até porque, há boas políticas a nível da governação, no sentido de flexibilizar os financiamentos e acredito que, na nossa empresa a tendência é estarmos cada vez mais próximos de todas as províncias do país”, acrescentou.

De salientar que, a abertura da loja de Mbanza Kongo e do Soyo, o grupo eleva para número de 15 estabelecimentos comerciais, sem contar com as que serão inauguradas em Malanje e Uíge. A Pomobel está disposta a expandir a sua rede a todos os outros municípios do país.

Fonte: Jornal de Angola

Ver mis em: https://www.jornaldeangola.ao/ao/noticias/supermercado-pomobel-cria-60-postos-de-trabalho-no-zaire/

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